A evolução da tecnologia no mercado da música

A evolução da tecnologia no mercado da música é inegável e vem sendo percebida, ao longo dos anos. Antigamente, consumia-se música pelos discos de vinil, depois, veio o rádio, as fitas K7, os CDs, a MTV, por onde se poderia assistir aos clipes de grandes artistas ou bandas, até se chegar ao universo digital, primeiro com o MP3, depois com o Youtube e, por fim, os aplicativos de streaming, tais como Spotify e Deezer.

A evolução da tecnologia é visível, visto que ela vem transformando absolutamente tudo ao nosso redor. A forma como nos comunicamos, o jeito de consumir conteúdo, o compartilhamento de histórias diárias e, claro, como conhecemos artistas e ouvimos músicas, Versos e Prosas não poderia ficar de fora.

Grande parte das inovações mais recentes está voltada para o mercado de entretenimento. Música, filme, fotografia, turismo etc. Tudo se modificou para dar mais possibilidades ao consumidor e abrir novos horizontes para os produtores.

Confira mais sobre a evolução da tecnologia no mercado da música, a seguir, conosco.

A evolução da tecnologia no mercado da música, segundo dados do Ecad

Foto: Divulgação

 A evolução da tecnologia e a mudança no formato de se ouvir música

 A evolução da indústria musical se mistura com a evolução das mídias e, consequentemente, dos formatos de distribuição. Antigamente, ouvia-se música através dos discos de vinil, passando pelo rádio, as fitas K7 e os CDs.

Depois, surgiu a maneira de se consumir música em formato digital: primeiro, com o MP3, depois com os aplicativos de streaming, como o YouTube, o Spotify e o Deezer, dentre outros.

Se antes, para fazer sucesso, era preciso estar dentro de uma gravadora influente, hoje só é preciso ser bom (ou, às vezes, nem isso) e, principalmente e, de alguma forma, cair no gosto do público.

Como tudo o que a web já mudou, com a evolução da tecnologia, na música não é diferente: o poder mudou de mãos e, agora, a tendência é que o público dite o que quer ver ou ouvir, e não o contrário. Com isso, ocorreram mudanças na forma com que gravadores trabalham, o que também garantiu acesso de produtores independentes a um enorme público e que cresce cada vez mais.

 A diminuição drástica dos álbuns físicos

 A evolução da tecnologia no mercado da música começou, de fato, ainda na década de 1990, mais precisamente em 1998. Enquanto no Brasil os mais moderninhos usavam discmans (reprodutores portáteis de CDs) para ouvir suas músicas, na Coreia do Sul a Saehan criava o primeiro aparelho para reprodução de MP3.

A portabilidade aliada ao fácil acesso às músicas era a chave para toda uma revolução. Enquanto os CDs exigiam meses de espera para seu lançamento e os discos tinham preços nada camaradas, o MP3 poderia ser baixado em alguns minutos.

Em 2001, o “boom” da mobilidade explodiu. Steve Jobs anunciava o que viria a ser a maior febre da década: o iPod. Ele foi apresentado apenas alguns meses após o lançamento do iTunes, a loja da marca que permite comprar músicas em formato digital.

A inovação, devido à evolução da tecnologia, estava na velocidade, na comodidade e na economia. Agora, sem precisar sair de casa e sem a necessidade de fazer a compra de álbuns físicos inteiros, você poderia curtir suas músicas preferidas, algo até então nunca imaginado na indústria fonográfica.

Desta maneira, os lançamentos saíram das rádios e foram parar na tela do computador. Para ouvir suas músicas no carro ou na hora da ginástica, não era mais necessário comprar discos ou ficar esperando em frente ao rádio para gravar fitas. Com poucos cliques, tudo passou a caber em seu bolso.

 A evolução da tecnologia e uma nova era no mundo da música

 O encerramento das transmissões da MTV brasileira como canal de televisão aberta marcou o final de uma era e, ao mesmo tempo, demonstra muito bem a forma como a popularização das redes sociais e a internet em geral mudou o consumo de conteúdo musical, bem como a história da música no Brasil.

Até o começo dos anos 2000, era preciso esperar a noite de sexta-feira para conferir na programação da MTV o lançamento de determinado videoclipe. Tudo era feito com um enorme suspense: durante a semana, várias chamadas anunciavam a novidade da banda que lançaria o clipe, convidando o público a acompanhar a primeira transmissão do novo conteúdo.

A mudança se iniciou em 2005, com a criação do YouTube. A rede de compartilhamento de vídeos deu início à grande parte da acessibilidade que temos hoje. Se antes, para ver um clipe, era preciso esperar a MTV transmitir o conteúdo, conferir fitas ou abrir arquivos digitais em discos (que muitas vezes eram vendidos como extras nos CDs de bandas), agora com poucos cliques na tela ele aparecia em seu computador, em poucos cliques.

Em poucos anos, o YouTube virou um fenômeno e as gravadoras começaram a perceber que ele era um poderoso instrumento para a divulgação de bandas. E foi exatamente nesse ponto que a MTV começou a ficar de lado.

Automaticamente, os anunciantes seguiram as gravadoras, transferindo investimentos para canais online. Com isso, o crescimento do YouTube foi inevitável, enquanto alguns veículos tradicionais com o foco em música foram ficando de lado.

 Mais uma evolução da tecnologia e a chegada dos streamings de áudio

 Em 2014, o Spotify estreou no mercado brasileiro como uma opção de plataforma para streaming de música e podcasts, rivalizando com o Deezer, presente por aqui desde 2013. O serviço chegou ao Brasil de forma lenta e gradual, usando um sistema de convites que tornava o acesso à plataforma restrito.

Quando foi finalmente aberto ao público, o Spotify passou a cobrar R$ 14,90 ao mês por um catálogo que dava espaço a artistas brasileiros e também internacionais.

A acessibilidade dos serviços de streaming ainda é um trunfo desse tipo de serviço, mas a proposta não é mais tão barata quanto antes.

Não demorou muito para estes aplicativos dominarem o mercado e ganharem a simpatia dos brasileiros: agora, você poderia consumir artistas famosos ou não, do mundo inteiro, em questão de segundos.

A nova edição do relatório do Ecad (Escritório Central de Arrecadação e Distribuição) “O que o Brasil ouve – streaming”, aponta os resultados que comprovam o protagonismo do digital na indústria da música.

Os números da arrecadação e distribuição de direitos autorais em 2021 acompanharam a relevância e o crescimento deste segmento. No digital foram arrecadados R$ 252 milhões, um crescimento de 36% em relação a 2020. Já a distribuição contemplou 130 mil titulares em cerca de 475 bilhões de execuções processadas de streaming de música. O valor distribuído nesse segmento – streaming de música – foi R$ 58,5 milhões, um crescimento de mais de 945% nos últimos cinco anos.

Com estes números, percebeu-se que, mesmo com eventuais críticas sobre o processo, como o valor da arrecadação por parte dos artistas, por exemplo, a evolução da tecnologia no mercado da música segue firme, forte e inevitável!

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